[ ARX PORTUGAL ] Casa em Ericeira


ARX PORTUGAL | Casa em Ericeira

La parcela es rural, con huertos, senderos cercados con rústicos muros de piedra y casas dispersas, desordenadas. Es una pendiente escarpada de cara al sur sobre el valle surcado por un arroyo desde el que se yergue la montaña que remata la vista. Es en rampa en la parte superior y escalonada en la inferior. En la zona intermedia hay un tanque de riego y un nogal.

“The house develops in an intimate relation with the ground, penetrating it as the slope increases and eventually becoming part of the mountain where one can walk; then it is displaced while descending, reappearing on the slope.”

En las primeras visitas al sitio surgió, de forma casi inmediata, la idea de un cuerpo recostado sobre la pendiente y orientado en forma opuesta a la dirección en que se llega, que aislase de los vecinos la vida en la casa y que condujera las vistas desde el interior hacia el valle. La belleza del terreno determinaría el proyecto, y la casa crearía una relación íntima con el suelo, con su forma y su materia, al punto de transformarse la propia casa en terreno, sobre el cual se caminase también. Debía incrustarse en el suelo progresivamente a medida que sube, y despegarse en la parte inferior, pero sólo lo suficiente para poner en evidencia lo anterior.


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Diseñaron entonces un cuerpo alargado, con pliegues, que se bifurca en la zona del tanque y su árbol conteniendo el principal espacio exterior. En el cuerpo de la casa se perforaron patios, espacios de sosiego íntimo que el terreno natural no posee. Crearon el patio de entrada, el del cuarto de huéspedes y el del corredor. Una de las ramas de la bifurcación proyecta hacia el este el dormitorio principal y la otra rama orienta al sur la sala de estar.

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La zona de los dormitorios está comunicada por un austero corredor cuyos extremos tienen caracteres opuestos: Al norte se abre a un patio íntimo excavado en el terreno. Al sur desemboca en el inmenso y profundo paisaje enmarcado por el nogal que ocupa el primer plano.

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Texto original en portugués::

Habitação Unifamiliar en Ericeira
Memória descritiva

O terreno de implantação é caracterizado por uma vincada ruralidade, com as suas hortas, pomares, caminhos cercados com muros de pedra arrumada à mão e casas dispersas, desarrumadas. Trata-se de uma encosta íngreme, virada a sul sobre o vale, sulcado por uma ribeira de onde se ergue a montanha que remata a vista. É rampeado na metade superior e moldado por socalcos agrícolas na inferior. Na transição existem duas referências mais claras, que se tornaram ponto de partida para o projecto: um tanque de rega e uma nogueira. As primeiras visitas ao local sugeriam, quase de imediato, um corpo deitado sobre a pendente, em oposição ao percurso de chegada, que abrigasse a vida na casa dos olhares das casas envolventes e que orientasse as vistas do interior sobre o vale, a sul. A beleza do terreno determinou o projecto, e a casa desenvolveu uma relação intimista com o plano de terra: enterra-se à medida que sobe, tornando-se também ela terreno sobre o qual se caminha; descola-se enquanto desce, saliente da pendente. Desenhou-se então um corpo alongado, uma linha dobrada sobre si mesma e sobre o tanque e a árvore que lhe dá sombra. Entre eles conformou-se o espaço primordial de estadia no exterior. Ao longo do corpo da casa são “escavados” pátios, espaços de sossego intimista que o local, muito exposto, não possui: o pátio da entrada; o do quarto de hóspedes e o do corredor. As extremidades da forma tubular bifurcam-se e orientam-se para o exterior diferenciadamente: o topo do quarto principal é estreito e alto, “observando” o vale a nascente; o topo largo e achatado contém a sala de estar e “debruça-se” suspenso sobre o vale a sul. A zona de quartos é servida por um corredor austero, com topos caracterizados por realidades opostas: a norte abre-se num pátio afundado no terreno, contido e intimista; no extremo oposto abre-se a uma paisagem de grande profundidade, com a nogueira em primeiro plano e a montanha ao longe.


Texto original en inglés::

House in Ericeira
Project description

The site has a strong rural character, with small plantations, orchards and pathways limited by roughly made stone property walls and, once in a while, houses, scattered in the landscape. It is a steep slope facing south over the valley, furrowed by a small river and a mountain in the background. While the upper half of the site is ramped, the lower is built in steps. In the transition between both two clear references became the starting point for the project: a walnut tree and a watering tank. The first site visits immediately suggested a volume lying on the slope, facing the entrance walkway and sheltering the house from the neighbours while opening the interior views to the southern valley. The site's natural beauty dictated the project. The house develops in an intimate relation with the ground, penetrating it as the slope increases and eventually becoming part of the mountain where one can walk; then it is displaced while descending, reappearing on the slope. A long volume was then drawn, like a line bent over itself and over the water tank and the tree. Between those elements the primary exterior space was created. Along the house courtyards were excavated building spaces of intimacy and peace, generally lacking in an overexposed context: the entrance courtyard, the guestroom courtyard and the one of the corridor. The edges of this tubular form bifurcate interacting in different ways with the exterior: the end of the main room is narrow and high overlooking the eastern valley; the wide and low end of the living room is suspended over the southern valley. The private area of the house is serviced by an austere corridor whose ends represent opposite realities: the northern one opens to an intimate courtyard dug on the ground whilst the southern one opens to vast landscape, with the walnut tree in the foreground and the mountain in the distance.

Address: Ericeira, Portugal
Project: 2001 - 2002
Construction: 2002 - 2003
Area: 340 m2
Architecture: ARX PORTUGAL, Arquitectos Lda.
José Paulo Feio Ribeiro Mateus (1963, Castelo Branco - Portugal)
Nuno Miguel Feio Ribeiro Mateus (1961, Castelo Branco - Portugal)
Largo de Santos, nº 4 - 1º
1200 - 808 Lisboa, Portugal
tel. +351 21 3918110
fax +351 21 3918119
e-mail arxportugal (at) netcabo.pt

Work Team: Paulo Rocha, Marco Roque Antunes, Susana Ferreira
Landscape Architecture: Rosário Salema
Structure Engineering: SAFRE, Projectos e Estudos de Engenharia Lda.
Photography: FG + SG - Fotografia de Arquitectura (www.fernandoguerra.com) ® copyright Fernando Guerra | Photographic Production: Sérgio Guerra

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